O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, decidiu nesta quarta-feira (9) retirar Alexandre de Moraes da condução do chamado inquérito das Fake News. Com a mudança, os procedimentos relacionados à investigação passam a ficar sob responsabilidade da Presidência da Corte.

O inquérito foi aberto em 2019, durante a gestão do então presidente do STF, Dias Toffoli, com o objetivo de investigar ameaças, ataques, notícias falsas e outras ações contra ministros do Supremo e seus familiares. Moraes estava à frente do caso desde o início.

Segundo a decisão de Fachin, os atos já praticados por Moraes durante a condução da investigação permanecem válidos. Os procedimentos que ainda estão em andamento deverão ser encaminhados à Presidência do STF para análise e continuidade.

A mudança ocorre em meio a uma crise interna no Supremo, marcada por decisões divergentes entre ministros da Corte e por disputas envolvendo investigações relacionadas à atuação de Alexandre de Moraes e outros integrantes do tribunal.
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