A Segunda Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria nesta terça-feira (8) para manter o afastamento preventivo de Andrei Rodrigues do cargo de diretor-geral da Polícia Federal. A medida havia sido determinada pelo ministro André Mendonça.

O afastamento também alcança Leandro Almada, diretor de Inteligência da Polícia Federal. Segundo Mendonça, a decisão busca evitar possíveis interferências nas investigações relacionadas à atuação da área de inteligência da corporação.

Durante a análise do caso, os ministros Luiz Fux e Kassio Nunes Marques acompanharam o entendimento de Mendonça. O julgamento, porém, foi interrompido após o ministro Gilmar Mendes pedir vista para analisar o processo com mais tempo.

Com a suspensão da votação, a decisão de afastamento continua válida. Gilmar Mendes também sinalizou que o caso poderá ser levado ao plenário do STF, diante da relevância e da repercussão do episódio.

A medida ocorre em meio a uma crise envolvendo integrantes do Supremo e a Polícia Federal. O caso ganhou força após a utilização de um relatório produzido no âmbito da PF em uma discussão envolvendo os ministros André Mendonça e Alexandre de Moraes.

O episódio também provocou reação dentro da própria Polícia Federal. Onze diretores da corporação colocaram os cargos à disposição em manifestação de apoio a Andrei Rodrigues e Leandro Almada.
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