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A União Europeia passou a suspender, nesta quinta-feira (3), a entrada de uma série de produtos de origem animal provenientes do Brasil. A medida atinge principalmente carnes bovina e de aves, além de ovos, mel e outros itens.
A decisão está relacionada às exigências sanitárias do bloco europeu sobre o uso de substâncias antimicrobianas na produção animal. Segundo as autoridades europeias, o Brasil não apresentou garantias consideradas suficientes de que suas normas e controles estão de acordo com os requisitos adotados pela União Europeia.
O bloqueio representa um impacto importante para o setor agropecuário brasileiro, já que o mercado europeu é considerado estratégico e costuma pagar valores elevados por determinados cortes e produtos. Entre janeiro e julho de 2026, o Brasil exportou cerca de 63,7 mil toneladas de carne bovina para a União Europeia, movimentando aproximadamente US$ 562 milhões.
O governo brasileiro vinha tentando evitar a suspensão por meio de negociações diplomáticas e técnicas. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva chegou a solicitar à Comissão Europeia a retirada do Brasil da relação de países afetados pela medida.
Uma auditoria sobre as exportações de aves e mel ainda está em andamento. Dependendo do resultado, esses produtos poderão voltar a ser autorizados pelo bloco. Já a situação da carne bovina tende a exigir um processo mais demorado para que o Brasil volte a cumprir todas as exigências europeias.
Entidades ligadas ao agronegócio brasileiro acompanham as negociações e defendem medidas para restabelecer o comércio. Estimativas do setor apontam que, caso a suspensão permaneça, o impacto financeiro pode chegar a aproximadamente US$ 2 bilhões por ano.